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Nossos Jeans


Esse post era pra ter saído ontem, mas como fiquei lá, obcecada por aquele livro, não consegui pensar a não ser naquela história (outra hora eu falo sobre isso).
Bem, minha idéia pra esse post veio de ontem. Mais precisamente quando eu fui levar algumas calças jeans para ajustar na costureira. Não queridos, não era pra diminuir na cintura. Eram as barras e aquelas “bocas de sino” que mais pareciam um leque.
Sinceramente, eu tinha umas três calças que me faziam feliz, que eram mais justas nas pernas. Por causa disso, resolvi levar aquelas que estavam encostadas (mas que ainda serviam) para dar uma calibrada.
Cheguei lá, provei, mandei a dona Inês fazê-las sem pressa, pois agora nas férias os meus pijamas já me bastam. Quando estava voltando para casa com meu pai, comecei a pensar o quanto as coisas mudam. O quanto a moda muda. Parece uma coisa obvia, mas é de se pensar.
Filosofando um pouco sobre a calça jeans, resolvi procurar um pouco sobre a sua história. Como todos já sabem, ela surgiu da necessidade de roupas mais resistentes para os empregados nas indústrias. O mesmo processo aconteceu para as mulheres.
Depois de algum tempo a calça jeans se tornou uma peça muito bem vista pelas pessoas, e principalmente pelas estrelas, as quais faziam as propagandas para as grandes marcas.
No final da década de 60, os hippies chegam ditando moda com suas calças saint-tropez e pernas em boca-de-sino. Era a sensação, e faziam a cabeças de muitas pessoas, daí pra frente, com bordados com conchas, fios etc. Os estrangeiros e ricos chegavam a pagar 500 dólares em calças jeans com todos aqueles enfeites.
Outro aspecto importante das calças jeans foram as lavagens. Elas deram estilo as calças, com os mais diferenciados tipos de lavagem, que deixavam o tecido mais amaciado, ou mais claro, ou mais legal, ou mais qualquer coisa diferente.
Mais tarde, todos nós sabemos que as calças se ajustaram um pouco (se ajustaram mesmo!) nas pernas e a cintura foi lá pra cima. Nessa época eu era criança. Eu lembro bem que a moda era calça mais justa, alta e com bordados feitos em máquinas de costura. Depois a calça desceu e se alargou, como na moda de antes. Agora ela subiu (embora eu não goste de me sentir usando um macacão) e afinou nas pernas. A moda dá voltas.
Lembro também de um domingo que eu estava assistindo àquele programa da Sandy e do Junior que passava, se não me engano, na Globo.
Nunca fui de cuidar muito das minhas calças. Eu fazia minha “própria lavagem”, deixando meu joelhos brancos (se jogando no chão, no barro etc), quando não com alguns furinhos (e minha mãe me odiava por isso).
Bem, voltando à história da Sandy... Ela estava usando um jeans marinho, muito lindo por sinal, e nas cochas ele era lavado. Pra quê! Eu chamei minha mãe na hora e fui mostrar a novidade: minhas calças brancas no joelho estavam na moda da Sandy! (Nossa que orgulho!)
Minha mãe, claro, criticou até a Sandy né. Minha irmã falou que não ia demorar pra aquilo virar moda. E ela tava certa.
Alguns bons anos depois, voltei de uma loja com uma calça da Osmoze, linda, inteira rasgada, cheia de lavagens de todos os tipos... Minha mãe olhou e falou: -Não brinca que você pagou tudo isso nesse lixo?!
Mas ela me deixou usar a calça. Bem, pelo menos por um tempo. Um dia, do nada ela sumiu do meu guarda roupa. Fui procurar no porão da minha casa, e lá estava ela, dobradinha num guarda roupa velho. Recuperei-a, mas não por muito tempo. Minha mãe a catou de novo, e dessa vez nunca mais a vi. E eu lembro que ela era “boca de sino”. Olha, dava até pra fazer um short com ela agora, se minha mãe não tivesse a queimado (eu imagino).


A imagem do texto veio daqui:
http://www.imagemnativa.com.br/fotos/251_14_jeans.jpg

Meu respaldo teórico sobre os jeans veio daqui:
http://tribojeans.blogspot.com/


 
Copyright © Mahh Ferreira